Firme na rocha

Uma árvore enigmática na fronteira.

Thalia Nuritza

1/26/20261 min read

Respirar era árduo àquela altura, mas insistiu em passos curtos, cercados da natureza e do silêncio. Foi naquele solo improvável, ao fim da pista de pouso, que avistou um texto escrito sem palavras - um que só materializava o devaneio de poetas. Como fostes parar aí? - perguntou enquanto sentiu a cena vívida lhe questionar o mesmo. Crescera ali, pensou. Eclodiu num ambiente inóspito, se agarrou à luz e ao oxigênio que vinham do alto e fortaleceu suas raízes ao se aprofundar num querer além das circunstâncias. Com o tempo entendeu que permanecia e não era abalada porque essa capacidade nunca fora dela, mas de quem a sustentava desde o princípio. Então sentiu, por entre as fendas, que a corrida não deveria ter por fim a árvore. Porventura não era ela um convite a vislumbrar a força da rocha?